Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 20/06/2020
Vidas Secas
No romance - Vidas secas - Graciliano Ramos retrata a vida miserável de uma família obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. Assim como na obra literária, a estiagem é um problema cada vez mais recorrente no território nacional, inclusive, em grandes centros urbanos. Até por isso, tem gerado cada vez mais consequências as famílias brasileiras.
Segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas - mais de 90% da água doce no Brasil é consumida pela indústria e agricultura. Nesse contexto, a superexploração do recurso hídrico, em escassez, nessas áreas, pode apresentar um grave problema no desenvolvimento do País. Uma crise de abastecimento é capaz de gerar, ainda, desemprego e recessão econômica - exemplo disso é a seca que assola há anos o Nordeste, que impede o crescimento da economia na região.
Paralelamente, embora componha menos de 10% do consumo, o uso doméstico é essencial para o bem estar da população. Em 2015, na Grande São Paulo, a falta de chuva deixou o reservatório da Cantareira em níveis tão baixo, que o governo paulista cogitou implementar um sistema de rodízio do fornecimento. Nesse cenário, torneiras sem água, significariam uma precarização do modo de vida, o que agravaria, ainda mais, os problemas de saúde pública - proveniente do aumento de doenças causas por vírus e bactérias originadas da má higienização pessoal.
Torna-se evidente, portanto, os danos provocado pela escassez da água no cotidiano brasileiro. Tudo isso, contudo, só será solucionado, ou ao menos minimizado, se as autoridades governamentais planejarem, desenvolverem e investirem em políticas públicas eficazes - como nas transposições de rios e criação de mais reservatórios para a captação da água da chuva, além disso, atuando na fiscalização de consumo e na punição dos desperdícios e contaminação provocados pela ação do homem.