Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 20/06/2020
De acordo com o músico Chico Buarque, as pessoas têm medo das mudanças, entretanto é preciso ter medo de que as coisas não mudem. Sob essa lógica, vê-se a necessidade de transformação quando se observa os impactos da escassez de água no século XXI. Diante disso, cabe analisar tanto a relação proporcional entre a disponibilidade de recursos hídricos e problemas de saúde quanto a desigualdade de consumo do líquido pelo mundo como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.
Considerando o exposto, convém pontuar a multiplicação de doenças e infecções em locais de precário saneamento e insuficiente abastecimento de água potável. Nesse contexto, há dois séculos, o Rio de Janeiro, então capital imperial, sofreu com a proliferação de patologias, resultado da crise hídrica e da ocupação desordenada. Desse modo, a marginalização social brasileira da atualidade reflete as cicatrizes históricas relacionadas a esse quadro.
Outrossim, vale salientar o uso exacerbado do recurso natural em países desenvolvidos em detrimento das nações pobres. À luz dessa ideia, em “Modernidade Líquida”, Bauman defende que a pós modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Logo, não há como negar que o egoísmo dos povos privilegiados em relação à utilização e distribuição de água limpa constitui uma barreira para a solução do impasse.
Por conseguinte, urgem intervenções pontuais para sanar essa problemática. Portanto, o governo, entidade máxima do poder, deve intensificar investimentos em infraestrutura em comunidades carentes do Brasil. Tal ação pode ser realizada por meio do Superministério do Desenvolvimento Regional, a partir de obras de tratamento e abastecimento hídrico, a fim de assegurar o direito humano de acesso à água de qualidade. Com tais ações, espera-se que o pensamento de Buarque seja assimilado.