Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 11/07/2020

A água, além de ser essencial para suprir as necessidades mais básicas da humanidade, como higiene e consumo, é utilizada para a produção de bens e serviços. Contudo, no Brasil, há alguns imbróglios que dificultam o acesso a esse bem natural para algumas pessoas, o que causa impactos na saúde e desenvolvimento desses indivíduos. Dessarte, é imprescindível salientar a ineficácia da administração pública para promover saneamento básico para toda população e a poluição do ambiente natural como principais propulsores da problemática.

A priori, de acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase metade da população brasileira ainda não é beneficiada com serviços de saneamento básico. Nessa perspectiva, denota-se que o serviço público responsável por fornecer esse serviço não está cumprindo o seu dever. Além disso, o setor privado de saneamento enfrenta imbróglios para atuar no Brasil devido à complexa legislação que dificulta a atuação e firmamento dessas empresas. Destarte, os indivíduos que não possuem tratamento e fornecimento de água potável tentem a contrair doenças relacionadas à contaminação da água, como a cólera.

Ademais, a poluição dos recursos naturais exacerba a adversidade da escassez de água. Nessa lógica, tendo em vista que o Brasil ocupa a quarta colocação dos países que mais produz lixo plástico no mundo e que recicla apensas 1% desses resíduos, de acordo com estudos do Fundo Mundial pela Natureza, é possível relacionar a escassez de água potável a esse fator. Exemplo disso é a interrupção de dutos e meios naturais que conduzem a água por materiais plásticos, os quais contaminam e represam a água.

Depreende-se, portanto, que é preciso solucionar a problemática para assegurar a saúde da população e garantir a conservação das águas. Para isso, o poder Legislativo deve elaborar medidas que facilitem a atuação e empresas privadas que trabalhem com saneamento básico, com incentivos fiscais e redução das exigências. Além disso, a mídia e o Poder Executivo devem atuar em parceria para propagar, mediante publicidade, instruções sobre descartes adequados e reciclagem de lixo plástico, a fim de diminuir os impactos desse resíduos nos bens hídricos nacionais.