Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 09/09/2020

De acordo com o médico inglês,Thomas Fuller,enquanto o poço não seca,não sabemos dar valor à água.Nessa perspectiva,hodiernamente o mundo tem passado por uma exaustão de seus recursos hídricos e infelizmente,grande parte dos indivíduos não têm a noção de quão problemático é a conjuntura,ficando a espera do poço secar para atribuírem o devido valor.Diante de tal cenário,dois agravantes têm se destacado: o crescimento acelerado da população e uso de forma exacerbada da água. Diante disso,torna-se fundamental a discussão desses aspectos,a fim do pleno funcionamento da sociedade.

A priori, é imperativo ressaltar o aumento veloz de habitantes no planeta como promotor do problema.De acordo com relatório de 2018 da ONU, a população mundial chegará a 9,7 bilhões em 2050,e  cerca de 5 bilhões dessas pessoas serão afetadas pela falta de acesso à água potável.Partindo desse pressuposto,com grande parte do mundo vivendo em estado de calamidade,maior será o potência da eclosão de conflitos armados,e consequentemente a criação de um estado crítico no planeta,provocando milhares de mortes não somente pela falta de água mais também pelos conflitos e os efeitos que o acompanham.Dessa forma,fica evidente a necessidade de ações estatais visando o acesso universal da água potável à população,para mitigação e prevenção de diversos problemas.

Ademais,convém ressaltar,que o uso desmedido da água é um dos principais agravante da problemática.Nesse sentido,fundamenta-se no conceito de “Água Virtual”,que mede à quantidade em litros contida na fabricação de um produto,no qual, segundo dados do portal G1, na produção de 1kg de carne de boi são utilizados 14.500 litros de água,o que é um alarde diante da quantidade de carne consumida diariamente.À vista disso,torna-se nítido a divergência da postura estatal,uma vez que se gastam milhares de litros de água na produção de um alimento,enquanto milhões de pessoas sofrem com a falta do elemento para o consumo e afazeres diários.Desse modo,faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente para melhor estado de vida populacional.

Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.Dessarte, com o intuito de mitigar os impactos do problema,necessita-se,urgentemente,que o Governo Federal direcione capital para os Estados,que será revertido em ações que visam a diminuição do gastos de água na fabricação de produtos e na melhoria ao acesso da população a esse elemento,por meio da implementação de quantidades máximas de consumo de água a  empresas e latifúndios e criação de canais e caixas d’águas em locais com baixo acesso a recursos hídricos.Para que,o impacto nocivo da problemática seja reduzido e  o mundo siga em direção à  ‘‘Utopia’’ de More.