Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 09/09/2020

O consumo de água está se tornando cada vez mais distante , visto que, apesar de ser um recurso natural, a situação da água potável é bastante restrita. As dificuldades para seu acesso variam, podendo ser principalmente em razão de seu custo, tornando ainda mais grave a questão da desigualdade social. Ademais, o consumo da água não tratada pode ser muito prejudicial para a saúde humana, sendo assim, extremamente necessário medidas que visem uma melhor distribuição e cuidado com este recurso.

Em primeiro plano, é importante ressaltar as dificuldades para o consumo da água potável, como por exemplo, a má distribuição, que em sua maioria acontece favorecendo os grupos sociais mais afortunados. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) água, estima-se que há apenas 3% de água própria para o consumo, no mundo todo. Além disso, metade se encontra nas geleiras, ou seja, apenas uma pequena parte está disponível para aproveitamento. Ademais, também de acordo com a ONU, há aproximadamente 26 países que sofrem de escassez crônica, com isso, reflete a enorme desigualdade social que também interfere na distribuição de um recurso e direito básico.

Em segundo lugar, vale salientar a negligência da falta de saneamento básico que ocasiona diversas doenças prejudiciais a saúde humana. A ONU em 2010,  reconheceu o direito à água potável e limpa e o direito ao saneamento como essenciais para o pleno gozo da vida e de todos os direitos humanos. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,3 bilhões de pessoas carecem de saneamento básico. Esses dados mostram que infelizmente as diretrizes reconhecidas pela ONU, não estão sendo seguidas corretamente. Outrossim, são inúmeras as doenças causadas pelo consumo de água contaminada, como hepatite, leptospirose, cólera, entre outras mais graves. Também vale destacar, que essas situações ocorrem com mais recorrência no grupo social mais carente por não possuir meios de tratar o recurso natural.

Portanto, é necessário um debate acerca de solucionar a má distribuição e a falta de saneamento básico.  Assim, faz-se responsabilidade da ONU  e da OMS, estimular as pessoas a buscarem seus direitos por meio de mídias sociais - como por exemplo, campanhas que mostrem a garantia que todos possuem a água potável e ao saneamento básico, além de indicar o perigo do consumo  de águas contaminadas - com isso, todos os cidadãos terão propriedades de cobrar o que é seu por direito.