Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 10/09/2020

“A essência dos Direitos Humanos é o direito de ter direito”. Essa frase da filósofa Hannah Arendt evidencia a importância de os direitos serem preservados na sociedade. No entanto, no que se refere aos impactos da escassez da água no século XIX, verifica-se uma falha na manutenção dos direitos humanos, uma vez que afeta diretamente as populações mais carentes. Dessa forma, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da insuficiência legislativa e da má influência midiática.

Precipuamente, a insuficiência legislativa colabora para tais impactos e coopera para a persistência do problema. No ano de 2010 a Assembleia Geral da ONU reconheceu o direito à água potável e limpa como essenciais. Contudo, o que se verifica na realidade, é um cenário de escassez e carência, o que demonstra o déficit na questão das leis.

Faz-se mister, ainda, salientar a má representação midiática, uma vez que a mídia raramente aborda as questões dos impactos da escassez da água nas regiões necessitadas. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, como meio de comunicação, deve ter como objetivo exibir os problemas que os mais necessitados estão passando.

Portanto, medidas são necessárias para modificar esse cenário. Para que isso ocorra, o governo deve desenvolver programas para a população mais carentes, por meio de grupos com pessoas dispostas a ajudar. Tais programas devem ter hora marcada nas respectivas emissoras, com objetivo de mostrar a realidade dos indivíduos, abordar a questão da legislação e trazer mais conhecimento sobre os impactos da escassez da água. Por fim, a sociedade do mundo terá outra consciência sobre o direito do consumo de água, pois como constatou Hannah Arendt:“A essência dos Direitos Humanos é o direito de ter direito”.