Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 14/09/2020

De acordo com o médico inglês, Tomas Fuller, enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água. O mundo passa por uma exaustão dos seus recursos hídricos e parece que a população ainda não se deu conta do quão é preocupante essa situação. Diante desse cenário, podemos destacar dois agravantes: O crescimento acelerado da população e a falta de investimentos nos lagos e mananciais, por parte do Governo.

A priori, vale destacar que segundo o relatório da ONU- Organização das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9 bilhões de pessoas em 2050, e a falta de água poderá afetar cerca de 5 bilhões de pessoas nessa mesma data. Com mais pessoas vivendo em situação de calamidade no mundo, maior será a possibilidade de eclosão de conflitos armados, o que poderá acontecer mais uma guerra mundial.

Ademais, cabe ressaltar que segundo a Constituição Federal, as águas são de domínio público. Todavia, não existe um planejamento orçamentário satisfatório para investimento na preservação e melhorias dos lagos e mananciais. Sendo assim, já existem empresas privadas interessadas em assumir o controle do suprimento de água em alguns países, visando o monopólio desse produto. Desse modo, poderá haver uma disputa por água, como exemplificado no documentário “ouro azul”, guerra pela água no mundo de 2008.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas eficazes para solucionar esse problema. Logo, cabe aos governantes, por meio do Ministério do Meio Ambiente, juntamente com a ONU, investir em campanhas educativas, em parceria com a mídia de grande visibilidade, mostrando a necessidade do consumo consciente da água e os efeitos do desperdício. Como também, mais ações para manutenção dos mananciais. Tudo isso, com a finalidade de mostrar que a água é essencial para a vida no planeta e que podemos contribuir para a manutenção desse líquido.