Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 16/09/2020

A Constituição de 1988 -lei fundamental e suprema do Brasil- afirma que todos têm direito à saúde e ao meio ambiente estável. Todavia, na realidade contemporânea, isso não é posto em prática, sobretudo, no que tange à falta de água. Além disso, é necessário salientar que essa escassez é proveniente da ausência de saneamento básico e do descarte de resíduos industriais, configurando um grave problema que, por conseguinte, traz impactos negativos. Nesse contexto, percebe-se a necessidade de ações governamentais contra esse agrave constitucional.

Em primeira análise, é importante destacar a escassez de saneamento básico como uma problemática. De acordo com a Comissão de Serviços e Estrutura do Brasil, 48% das cidades não possuem tratamento e sistemas de esgotos. Logo, com essa ausência, os fluídos contaminados pelo uso doméstico e pessoal são direcionados aos rios e lagos, dessa maneira, contaminam-se fontes potáveis que, ao serem ingeridas, tendem a provocar sérias enfermidades. Dessarte, vê-se que a falta de água, além de colaborar para a proliferação de doenças, também dificulta seus tratamentos , já que eles demandam condições adequadas de higiene.

Outrossim, o mau descarte de resíduos industriais é outro fator preocupante. No filme “Água Tóxica”, disponível na Netflix", é retratada a contaminação do rio de uma cidade chamada Michigan, nos Estados Unidos, poluição causada por poluentes de uma indústria automobilística. Analogamente á dramaturgia, p cenário exposto muito se assemelha ao brasileiro, visto que as fábricas, em grande maioria, direcionam seus efluentes aos lagos e rios. Isso gera, a curto e longo prazo, fontes hídricas predominadas por composições químicas tóxicas, assim, a falta de água pura acarreta mortes de animais marinhos e enfatiza o impacto ambiental desse problema.

Em síntese, fica evidente a necessidade de ações contra essa problemática. Portanto, cabe ao Ministério do Meio ambiente criar um projeto que busque construir estruturas de esgotos aos que necessitam - principalmente nas zonas carentes das cidades - com o fito de garantir saneamento básico a todos e combater os impactos da falta de água. Essa ação deve ser feita por meio do apoio de empresas de engenharia e saneamento, bem como deve utilizar recursos públicos, como impostos. Ademais,  a fim de diminuir a poluição hídrica por fluídos, é mister que o Poder Executivo, com apoio das Mídias, divulgue que direcionar resíduos industriais em rios é crime e gera consequências na área da saúde e do meio ambiente.