Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/10/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) – assegura a todos os indivíduos o direito para igualdade e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto dessa narrativa, uma vez que a escassez dos recursos hídricos geram impactos graves para a população mundial. Esse cenário é fruto tanto da negligência do Estado quanto da disparidade hídrica.

Primeiramente, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas suficientemente efetivas que coíbam as mazelas causadas pela careza da água. Segundo o sociólogo Émille Durkheim, o poder público é responsável por gerenciar as questões que envolvam a sociedade, consequentemente estabelecendo o equilíbrio, todavia, não é esse o panorama vivenciado.Além disso, a escassez de água é um parâmetro da pobreza, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), desse modo, quanto menor o poder aquisitivo mais reduzida será a quantidade de água utilizada diariamente.

Em segunda instância, é imperativo ressaltar a divergência hídrica como promotora do problema. Partindo desse pressuposto, há uma discrepância exponencial acerca da concentração hidrológica no globo. Prova disso estão nos dados divulgados pelo site “Unicaps”, nos quais revela que o consumo diário hídrico de um cidadão canadense é 3000% maior do que o de um africano.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para combater a problemática.Logo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, seja revertido em ações para a reciclagem dos recursos hídricos, por meio de projetos utilizados nos países de primeiro mundo, na qual há reutilização da água, assim, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos, e diminuindo os indicadores da pobreza. Dessa forma, espera-se amenizar os impactos gerados pela escassez de água no século XXI.