Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 24/10/2020
De acordo com o médico inglês, Thomas Fuller, “Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água”. Sobre esse viés, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão dos impactos da escassez da água no século XXI. Nesse sentido, evidencia-se a configuração de um grave problema, em virtude da má distribuição dos recursos hídricos e do individualismo.
A princípio, a má distribuição dos recursos hídricos caracteriza-se como um complexo dificultador. Segundo um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018, mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável. Tal quadro relaciona-se a concentração dos recursos hídricos em poucos países, entre eles, destacam-se, com maior quantidade de água disponível, Canadá, Brasil e Rússia. Desse modo, uma parcela da população mundial têm acesso limitado a esse recurso natural.
Além disso, cabe ressaltar que a falta de empatia é um empecilho para a resolução do problema. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese pode ser observada no descaso das pessoas em entender a importância da preservação. Essa liquidez que infllui sobre essa questão funciona como um forte obstáculo para sua resolução.
Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que a mídia promova o uso consciente da água, por meio de campanhas publicitárias que serão divulgadas em redes sociais e em comerciais na televisão, ademais, para reforçar a importância da causa, será criado um documentário informativo sobre as consequências do uso exagerado da água, bem como as maneiras de evitar um possível esgotamento desse recurso. A fim de que a população se conscientize sobre a problemática e, assim, contribua para a conservação e melhor distribuição desse meio.