Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 29/10/2020
Segundo o filósofo Tales de Mileto “a água é o princípio da vida”. Dessa maneira, ao analisarmos tal afirmação, pode-se concluir que, se não há presença de água, dificilmente haverá vida, ou seja, a mesma é imprescindível para garantir a manutenção dos seres vivos. Todavia, apesar da sua importância, de acordo com a Agência Nacional de Água, a sua disponibilidade para consumo próprio no planeta Terra é de apenas 0,25%. Logo, por ser um recurso natural limitado, a sua escassez é um problema mundial. Isso ocorre, ora em virtude da má distribuição hídrica, ora pelo descaso com a preservação da mesma.
A Priori, é imperioso destacar que a exaustão hídrica é fruto da má distribuição geográfica da água no mundo. De acordo com a Agência Nacional de Água, o Brasil é o país que possui o maior volume desse produto natural, cerca de 12%, porém estima-se que as regiões próximas do oceano Atlântico possuem menos de 35%. Com base nisso, ao observarmos esse percentual, verifica-se que esse fator é um problema natural, e que essa desigualdade está presente em lugares que contem um grande contingente populacional, consequentemente uma maior demanda. Com isso, são nas grandes metrópoles onde há uma maior necessidade desse solvente e para que a mesma alcance toda a população é realizado o racionamento. Logo, é substancial a ampliação de projetos como o do rio São Francisco, que ajuda a levar tal produto para lugares que contem volume insuficiente do mesmo.
Outrossim, é imperativo pontuar que a desigualdade aquífera deriva ainda da não conservação hídrica. Segundo o médico inglês Thomas Fuller “Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor a água”. Nesse sentido, o pensamento de Fuller remete a atual circunstância em que o mundo vive, no qual alguns indivíduos não estão preocupados em cuidar desse elemento, pois, muitos deles tem um pensamento positivista que todos os problemas serão solucionados pela ciência, inclusive a falta desse liquido. Dessa forma, atitudes como: não fechar a torneira ao escovar os dentes, deixar o chuveiro aberto durante todo o banho, entre outros, comuns na sociedade. Desse modo, faz-se mister a limitação da postura da nação de modo que, possa-se garantir o futuro das próximas gerações
Destarte, medidas são necessárias para o cuidado desse bem natural. Para tanto, cabe a mídia promover o consumo consciente da água por parte da população, por meio de campanhas e merchandising social em filmes, novelas e rádios, que alertem as pessoas sobre as consequências do desperdício e o caminho para a preservação, para minimizar os efeitos negativos causados pela iminência de uma crise aquífera e promover o engajamento social acerca do cuidado com o maior bem
do planeta.
Desprende-se, portanto, a necessidade de medidas que tornem a água um bem universal. Para tanto, cabe a mídia promover o consumo consciente da água por parte da população, por meio de campanhas publicitarias e merchandising social em filmes, novelas e rádios, que alertem as pessoas sobre as consequências do desperdício hídrico e os caminhos para a sua preservação, para minimizar os efeitos negativos causados pela iminência de uma crise aquífera e promover engajamento social.
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