Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 24/11/2020
A Constituição de 1988, defende que todos tem o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público e à coletividade preservá-lo. Contudo, é desanimador notar que tal diretriz não dá sinais de plena execução, haja vista o mau gerenciamento da água e seu uso excessivo. Essa prática, no entanto, apresenta-se como deficitário e excludente de acesso a esse recurso no Brasil, sobretudo às classes menos favorecidas. Todavia, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário considerar causas empresariais e sociais que contribuem para essa problemática em território nacional. Em primeiro plano, é lícito postular que a água é uma elementoar necessidade social e, consequentemente, não pode ser necessário em segundo plano. Para entender essa lógica, segundo o renomado filósofo John Locke em " o que viola princípios jurídicos - como o direito à vida. Tal cenário tem como consequência a má distribuição dessa matéria-prima que poderia abastecer a população de áreas rurais, já que metrópoles urbanas, regiões onde prevalece a população de maior poder aquisitivo se mostra ser menos afetada. É perceptível, portanto, que a persistência desse panorama deslegitima direitos e garantias fundamentais. o que viola princípios jurídicos - como o direito à vida. Tal cenário tem como consequência a má distribuição dessa matéria-prima que poderia abastecer a população de áreas rurais, já que metrópoles urbanas, regiões onde prevalece a população de maior poder aquisitivo se mostra ser menos afetada. É perceptível, portanto, que a persistência desse panorama deslegitima direitos e garantias fundamentais.
Ademais, a marcante inabilidade estatal em implementar políticas públicas educacionais fomenta a não valorização desse recurso na sociedade brasileira. Indubitavelmente, com aulas voltadas para preservação da água, o sistema educacional vigente pouco estimula o contato do estudante com as diversas formas de diminuir o uso excessivo doméstico. Tal cenário reforça a ideia da teórica Vera Maria Candau, que afirma que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas. Assim, com a carência de um ensino que desperte o interesse dos alunos pela preservação da água, contribui para escassez desse meio.
Por fim, caminhos devem ser elucidados para escassez da água no século XXI, levando-se em consideração as questões empresariais e sociais. Sendo assim, o Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pelas diretrizes de preservação dos recursos hídricos- deve elaborar um plano de incentivo à preservação da água, de modo a instituir ações com palestras que fometem na prática incentivar as pessoas a consumir de forma consciente, como, por exemplo, evitar gastos exagerados e repassar para sua família, e promover políticas para coletar água da chuva e utilizar para outros meios, como também expandir o abastecimento para as áreas não atendidas das áreas rurais e periferias. Assim, a crise hídrica poderá ser, enfim, mitigada, o que confirmará o que determina a Constituição de 1988.