Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 31/12/2020

O direito de saneamento básico no Brasil reforça que todos tenham acesso a água tratada e de boa qualidade. Embora, na teoria seja um direito à população, na prática não é o que acontece. As consequências da falta de água ainda persistem no século XXI, como a menor qualidade de vida da população e a alta taxa de doenças que são comuns em países subdesenvolvidos.

Segundo a OMS uma pessoa precisa em média de 50 a 100 litros de água diariamente para realizar suas necessidades tanto para higienização quanto para alimentação. No Brasil, essa não é a realidade de muitas pessoas, o que acaba aprofundando ainda mais a desigualdade social que assola o país. Principalmente entre as populações das regiões sul e norte do país, onde a escassez de água é mais evidente por conta do clima seco e da falta de saneamento básico que não chega para a maioria da população. É visto que menos de 40% da população do nordeste recebe água tratada, segundo dados do IBGE.

Além disso, sem o devido tratamento de água e falta de esgotos, doenças como a esquitossomose ou barriga d’água como é conhecida são mais comuns, já que o contato com os ovos desse verme fica mais propício sem a devida higienização que deve ser acessível à população. Devido a isso, caracteriza-se o atraso na infraestrutura e na política social do país.

Para melhores resultados no IDH brasileiro, faz-se necessário a ajuda do Ministério da Saúde para com o saneamento básico e disponibilização de água tratada conforme garante a Constituição brasileira. Com isso, por meio de uma melhor administração do dinheiro público para a realização de melhoras na infraestrutura das regiões mais afetadas, poderia levar a um aumento do PIB, pois  é visto que plantações de subsistência teriam um maior aproveitamento. A partir de tais mudanças, espera-se uma qualidade de vida mais agradável para toda a população.