Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 15/12/2020
A crise hídrica de 2014 no estado de São Paulo, a seca do nordeste e a atual falta de chuvas no Paraná mostram a gravidade da escassez de água frente a grande necessidade de recursos hídricos para práticas básicas de higiene e saúde. É evidente que a água é essencial na vida da população, porém, sua distribuição não se aplica a todos. Com isso, constata-se que a indisponibilidade da água em algumas regiões está diretamente ligada às mudanças climáticas e a má gestão hídrica.
Conforme a OMS, é necessário o uso de 50 a 100 litros diários de água por pessoa para suprir as necessidades mais simples e minimizar a ocorrência de doenças. Todavia, o desmatamento e a poluição dos solos possibilitam a diminuição de chuvas, calores mais intensos e após alguns anos a ocorrência de longas secas. Além disso, a expansão dos territórios agrícolas e o uso demasiado da água dificultam a sustentabilidade em seu uso, impossibilitando um consumo adequado para a sociedade brasileira.
De acordo com o sociólogo Milton Santos, a defasagem está relacionada na distribuição do produto oferecido. Assim, percebe-se que a má gestão da água resulta em milhares de famílias sem água tratada, vítimas de doenças e de ambientes desumanos. Então, enquanto não houver uma gestão adequada na expansão de territórios agrícolas, no descarte incorreto de lixo sanitário nos rios e a direção no tratamento do esgoto, o impasse irá permanecer.
Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o problema. O Ministério do Meio Ambiente junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) devem fazer sua parte, por meio de propagandas de televisão conscientizar a sociedade sobre a importância de cuidar e aproveitar a água da melhor forma. Assim também, preservar as áreas florestais, estimular a redução do uso da água para atividades agrícolas, visando a sustentabilidade, e gerenciar de forma adequada, por meio de estatísticas regionais, a distribuição de água tratada nas regiões sem saneamento para um melhor bem-estar da população.