Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 06/10/2021
Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2018, mais de 2 bilhões de pessoas não têm acesso à água potável no mundo. Se esse problema é evidente, destaca-se a urgência do tema, visto que até 2050, 5 bilhões de pessoas serão afetadas pela crise hídrica. Se o agronegócio e a geração de energia configuram-se como os setores mais afetados, discute-se, portanto, os impactos da escassez de água no século XXI.
Nesse contexto, é mister salientar o agronegócio como setor que não só sofrerá os impactos da crise hídrica, mas também ocasiona muito gasto. De acordo com um relatório da ONU, só a agricultura consome 69% da retirada anual de água. Em suma, o desperdício de água e a pouca preocupação por parte do agronegócio - como mostrado no documentário “Ouro Azul”, em que as multinacionais também são responsáveis pelo desperdício - não só fomenta a crise hídrica, mas compromete toda sociedade.
Outrossim, a geração de energia também sofre os impactos da escassez de água. Como afirmam dados do Governo do Brasil, 75% da eletrcidade do país provém das usinas hidrelétricas, logo, se falta água, preços de contas de energia aumentam e sérios riscos de “apagões” acontecem. Nesse sentido, convém ressaltar o apagão de 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, ocasionado pelos baixos níveis de água nos reservatórios. Ademais, como medida tomada foi estabelecido uma meta de economia de 20% nas residências, todavia, além da conscientização da população, era imprescindível a ação das grandes empresas (como exemplo do agronegócio, já citado), visto que não só a sociedade no geral tem culpa, mas as multinacionais também.
Fica evidente, portanto, que não só a população sofre os impactos da escassez de água, mas as grandes indústrias sofrem, e devem também se responsabilizar pelo consumo consciente. Então, o Ministério do Meio Ambiente, junto com setores de pesquisa, deve monitorar gastos de água nas lavouras, com base em estimativas estipuladas e estabelecidas, por meio de pesquisas e supervisionamento, sendo punidos com multas quem não cumprir o consumo consciente, na finalidade de atenuar o desperdício. Além disso, a mídia como difusora do conhecimento e da informação deve promover a conscientização por meio de campanhas publicitárias que eduquem a população para que os impactos sejam minimizados.