Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 19/12/2020
No filme “Mad Max - A estrada da fúria”, é relatado um futuro distópico no qual a maioria das pessoas vive na escassez e a água está disponível apenas para um seleto grupo que controla a sua distribuição. Nesse sentido, trazendo esse cenário para a realidade já vê-se inúmeros países precisando lidar com a falta de água neste século. Assim, diante da problemática é possível identificar que a conjuntura traz impactos políticos e sociais.
Primordialmente, é válido ressaltar o quanto a escassez norteou conflitos ao longo da história, de modo que no período das navegações as coroas europeias entraram em divergências pelas terras do Novo Mundo, pois seus países de origem não tinham tamanha abundância. Por esse viés, ao passo que a água tem se tornado rara em países do Oriente Médio, conflitos se evidenciam, como o que envolve Israel e Palestina pelo controle do Rio Jordão. Desse modo, o que deveria resultar na unidade pela solução, se transforma em um meio de interesses próprios.
Outrossim, o que se revela, é uma evidente segregação no que diz respeito ao acesso aos recursos, que irá se expandir com o agravamento da crise, segundo a ONU dois bilhões de pessoas não possuem água potável. Dessa forma, o que para a OMS é um direito humano, fica relegado ao desperdício, conforme a ANA (Agência Nacional de Água) o sistema de água potável gera 37% de perdas no Brasil, sem considerar o que é desperdiçado em cada residência.
Em suma, a questão instaurada é alarmante e revela conflitos nos níveis políticos e sociais. Portanto, para a mudança, é preciso que o governo brasileiro se una aos demais países em fóruns mundiais, com o intuito de estabelecer medidas eficazes para a resolução do problema em cada país. Ademais, que haja a promoção de campanhas de conscientização contra o desperdício, em escolas, universidades e na comunidade, com a participação do governo e profissionais capacitados. Só desse modo o cenário de “Mad Max” ficará restrito a ficção.