Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 24/12/2020

Na obra ‘‘Utopia’’ do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No etanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto que o autor prega, uma vez que os impactos da escassez da água no século XXI apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto, tanto da falta de investimentos governamentais, quanto da ausência de campanhas socioeducativas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, é importante pontuar a negligência governamental que deriva da baixa atuação do agente mencionado, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não acontece no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, que não proporcionam projetos de destribuição de água de boa qualidade para todas as classes sociais e isto afeta negativamente a população mais pobre. Prova disso é que, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano, a maior parte das pessoas tem empasses em relação ao acesso à água limpa, e que em áreas periféricas as pessoas consomem menos que o ideal, devido a esta dificuldade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de campanhas socioeducativas que funciona como promotor do problema. De acordo com o jornal da Globo, a poluição das águas junto com o uso indevido da mesma, está cada vez mais decorrente, e chama atenção para que se prolongar, no futuro o acesso a este bem será mais precário, partindo desse pressuposto, isto acontece porque o Ministério da Educação não investe em palestras educativas de orientação. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho, já que a escassez do agente exposto, contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessaste, com o intuito de mitigar os desafios sobre o impasse exposto, necessita-se de forma urgente que o Tribunal das Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), será revertido em aulas educativas, por meio de palestras inseridas na sociedade, as aulas devem ser debatidas por professores que ensinem sobre os cuidados do recurso hídrico para que as pessoas evitem desperdícios. Paralelamente, é importante que o Governo invista em melhorias na distribuição desse bem para toda a população. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da escassez de água, e a coletividade alcançará a Utopia de More.