Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/01/2021
O filme “O Menino que Descobriu o Vento” retrata o episódio de William, morador de um vilarejo africano em um período de forte seca, a qual inviabiliza a agricultura na região, quando constrói um gerador eólico que alimenta bombas de água para favorecer o plantio. Nesse viés, fora da ficção, observam-se os impactos da escassez de água no século XXI em diversos países, principalmente em países desérticos como Irã e Paquistão, fator que agrava as condições insalubres vividas por cidadãos locais. Por isso, graças à exploração ambiental causada pela ação antrópica e à irregularidade de distribuição dos recursos hídricos, a problemática perturba a integridade estrutural da sociedade.
Em primeiro plano, a degradação da paisagem natural pelo homem é um agravante do problema. Nesse sentido, segundo o escritor espanhol José Ortega y Gasset: “Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo”. Sob essa óptica, a partir do momento em que a ação antrópica atua de maneira insustentável no meio ambiente, é consequente que haja uma indisponibilidade de recursos na natureza, como visto na desertificação e na salinização de diversas regiões - como na África Subsaariana. Logo, graças ao mau manuseio dos recursos naturais, a escassez de água se torna um obstáculo vigente em meio à sociedade.
Ademais, é significante observar como a má distribuição dos recursos hídricos à população danifica a estrutura do corpo social. Nesse contexto, de acordo com a máxima do escritor inglês Adam Smith: “A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes”. Dessa maneira, no instante em que os bens naturais são, majoritariamente, de posse elitista, percebe-se a defasagem em relação à acessibilidade da água na contemporaneidade, o que corrobora as condições insalubres com que vivem os cidadãos em país hidricamente escassos. Assim, graças à instabilidade causada pelo impasse, é inadmissível que tal cenário perdure, sendo necessários medidas de intervenção.
Depreende-se, portanto, que a questão da escassez de água no século XXI é tida como desafio e carece de soluções. Sendo assim, os representantes das metrópoles mundiais, como Brasil, Estados Unidos e Alemanha, devem, por meio de acordos internacionais, atenuar o índice de exploração natural, com acordos em prol da diminuição da poluição por fábricas e usinas elétricas, para que, assim, os recursos hídricos sejam preservados e, por conseguinte, fazer com que a água, com maior abundância, se torne um bem comum a todos. Em suma, para que haja ordem e progresso, deve haver a preservação e a democratização dos bens naturais para garantir a fluidez do ciclo social e manter a sociedade em funcionamento, como obra cinematográfica “O Menino que descobriu o vento”.