Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 01/03/2021
No livro “Memorial de Maria Moura”, de Rachel de Queiroz, imprimiu, por meio da força da mulher, as injustiças sociais, políticas e morais da época. No entanto, no contexto atual, percebe-se que, mesmo superados alguns aspectos referentes à injustiça social, permanecem as iniquidades de distribuição de recursos como à água potável para a sociedade. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que acarretam nas desigualdades e no aumento do impacto da escassez de água.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, ilustra o triste cotidiano de uma família que pena com as adversidades impostas pela seca. Sob esse viés, é substancial exigir uma atuação mais urgente do Estado, uma vez que uma parcela significativa da coletividade padece com essa mazela da escassez de água, haja vista os aspectos físicos desses indivíduos, magros, queimados de sol e, sobretudo, excluídos da sociedade, visto que o IBGE aponta que, 37 em 100 brasileiros vivem em regiões, onde inexiste abastecimento de água potável. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Nessa perspectiva, a obra “Os Retirantes”, de Cândido Portinari, aborda o tema da migração nordestina por causa da seca, um povo que deixa seu lugar de origem em busca de melhores condições de vida. Todavia, sabe-se que, em alguns casos, certos indivíduos práticam o preconceito com essa coletividade e, por tabela, a ausência de empatia, assim, nota-se uma sociedade despreocupada com as agruras sociais, isto é, em vez de ajudar ao próximo na questão dessa esfera, preferem excluí-los da coletividade. Dessa forma, é fulcral que esses indivíduos abdiquem da ação de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para tal causa, ampliando o abastecimento de água potável e promover uma melhor gestão desse setor, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa mazela, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que ocorridos como o do livro de Rachel deixe de ser uma realidade brasileira.