Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/03/2021
O livro “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, retrata a história de retirantes do sertão nordestino, os quais buscavam melhores condições de vida fugindo da seca. Ademais, a escassez de água perpetua na sociedade hodiernamente causada devido à industrialização nas cidades e ao desmatamento e poluição dos rios. Nesse sentido, torna imperioso o debate acerca dessa problemática.
Sob tal perspectiva, vale salientar a participação das empresas no processo da falta de água. Para exemplificar, a Revolução Industrial propiciou novas máquinas e formas de trabalho, favorecendo para o êxodo rural e causando o aumento da populaçãp nas cidades. Com isso, as indústrias foram criadas e cada vez mais crescendo, a fim de conseguir atender a demanda de uma comunidade industrializada e, em consequência disso, o aumento no consumo de água cresceu concomitantemente nessas regiões. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 10% da água potável está para uso doméstico, 20% para a indústria e 70% para a irrigação. Logo, é perceptível que esse é um grave problema na sociedade brasileira.
Outrossim, o desmatamento da área vegetal e a poluição dos rios é um outro entrave que corrobora a escassez de água. Consoante ao pensamento do escritor francês, François Mauriac, “de nada serve ao homem conquistar a lua se acaba por perder a Terra”. Chama a atenção no que tange aos cuidados, os quais se devem ter em se tratanto da preservação do meio ambiente. Sob esse viés, o recorrente desmatamento das florestas e matas ciliares prejudicam o funcionamento do ecossistema e da preservação ao redor dos rios, tendo em vista que este é um domínio primordial na drenagem hidríca.
Urge, portanto, a necessidade de medidas para atenuar esse revés no país. Dessa forma, cabe ao Ministério do Meio Ambiente junto ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços cobrar das empresas medidas que diminuam o alto consumo de água, visando produzir de forma respeitosa com a natureza. Além disso, cabe às escolas, ministrar aulas e realizar palestras que incentive a preservação do meio ambiente por meio de discussões integradas às aulas de geografia, com o fito de mostrar a importância dos domínios geográficos na manutenção do meio ecológico. Tais medidas garantirão uma formação não só técnica, mas também cidadã. Assim, poder-se-á tranformar o Brasil em um país modelo na preservação do meio ambiente.