Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 07/04/2021
Os vários episódios de crise hídrica que ocorreram recentemente no país - como no Sudeste, no Distrito Federal ou no Nordeste - nos ensinaram uma importante lição: a de que uma única solução não resolverá, sozinha, o desafio de abastecer as grandes metrópoles do país. É preciso trabalhar com um grande leque de soluções. Muitas delas, convencionais, como criação de reservatórios e obras considerando também a natureza, ou a infraestrutura verde. “Não é uma coisa ou outra. É uma coisa e outra. É conectar as soluções”, disse Samuel Barrêto, gerente nacional de águas da TNC. Segundo a pesquisadora Mônica Porto, professora doutora em recursos hídricos da USP, a infraestrutura cinza ainda é uma das melhores formas de enfrentar a questão da quantidade de água, especialmente com a reservação, ou seja, a construção de novos reservatórios, uma necessidade em muitas cidades brasileiras que dependem unicamente do fluxo dos rios. “Já a infraestrutura verde é muito significativa para a qualidade da água. Esse é um debate importante e que tem muitos frutos para dar”, disse. Segundo Mara Ramos, gerente de recursos hídricos da Sabesp, a empresa de saneamento de São Paulo já vem considerando em suas ações as duas estratégias.
Segundo Mara Ramos, gerente de recursos hídricos da Sabesp, a empresa de saneamento de São Paulo já vem considerando em suas ações as duas estratégias. “É como se tivéssemos uma caixa de ferramentas: são várias soluções para roblemas diferentes. A Sabesp contra com investimentos em infraestrutura cinza, mas também colocou as soluções baseadas na natureza em sua estratégia”, diz. Segundo ela, a Sabesp tem hoje 33 mil hectares de Mata Atlântica preservada.