Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/04/2021

O livro “Vidas secas” retrata a vida de uma família que convive com a seca. Embora a obra seja do século XX, os impactos da escassez de água persistem até os dias de hoje. Entre eles estão não só o encarecimento dos produtos, mas também a diminuição da biodiversidade.

Primordialmente, é imprescindível entender que cada mercadoria possui uma pegada hídrica. Nessa perspectiva, cada objeto utiliza uma quantidade de água na sua fabricação, por exemplo, um smartphone usa 15000 litros. Assim, a falta do recurso ocasiona o aumento dos preços, uma vez que, sempre a oferta. Por conseguinte, pessoas de baixo poder aquisitivo não conseguir comprar produtos essenciais, como alimentos.

Outrossim, a carência do “solvente universal”, a biodiversidade do planeta. Sob esse viés, é preciso compreender que os ambientes úmidos, tal qual, floresta tropical são os que possuem maior diversidade da fauna e da flora. Nesse sentido, a falta de água já traz consequências, gravíssimas, para as espécies. Segundo o jornal El País, o mundo vive uma sexta extinção. Em segunda instância, o desemprego e a debilidade energética estão associados à escassez deste recurso. Segundo uma pesquisa da FIESP, em São Paulo foram fechados, num período de 14 dias, mais de 3 mil postos de trabalho devido à uma crise hídrica. Além disso, uma fundação relatou a migração de várias regiões para regiões onde houvesse disponibilidade maior de água.

Ademais, sabemos que a principal matriz energética do país é a água. Conforme o Governo do Brasil, as usinas hidrelétricas são responsáveis ​​pela geração de mais de 75% da eletricidade do país. Então, em hipóteses de escassez, temos as baixas nos volumes hídricos e uma menor produção de energia. O que nos traz como consequência o aumento nas contas de luz e em outros fatores dependentes de energia elétrica.

Portanto, é inegável a necessidade de um consumo otimizado da água para que estes e outros impactos não sejam rotineiros na vida dos brasileiros. A priori, a Associação Nacional de Água junto ao Governo do Brasil deve criar um setor responsável pelo monitoramento do gasto de água na lavoura e pecuária, com base em uma estimativa estudada e divulgada, utilizando como critério espaço e garantia da produtividade máxima. As propriedades que ultrapassassem a média devem ser multadas e em casos graves de mau uso, ter a disponibilidade do recurso reduzido por um tempo determinado. A posteriori, esse monitoramento e fiscalização devem ser expandidos também para as indústrias, depois para os demais setores do país e por fim para as residências. Outrossim, o país deve investir em matrizes energéticas alternativas para emergência. Reduzindo assim a força dos impacto.