Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 14/04/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito ao acesso a água como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não se tem reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos da escassez de água no século XXI. Esse cenário antagônico, é fruto da negligência governamental em relação ao gerenciamento da água, consequentizando o aumento de problemas de saúde vinculados à crise hídrica no Brasil.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a precariedade de medidas governamentais para combater a insuficiência da água no atual cenário brasileiro. Nesse sentido, observa-se com nitidez a má administração do Estado associada a má distribuição desse recurso natural tão importante, que acaba sendo acessivel para poucos, gerando uma certa disparidade coletiva. De acordo com o geógrafo Milton Santos, no texto “As cidadanias mutiladas”, a democracia só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social, ou seja, na medida em que os direitos são universais e desfrutados por todos os cidadãos. Contudo, no Brasil do século XXI, tal prerrogativa não é existente, uma vez que é constatado a escassez de àgua e seus impactos, sendo um fruto da inadequada acessibilidade e da precária democracia, na qual os privilégios universais são desfrutados pela minoria.

Ademais, é fundamental pontuar o produto estabelecido pela escassez hídrica na sociedade brasileira. Por conseguinte, é vital a análise dos problemas que parte da população tem, relacionado ao abastecimento e a disponibilidade de água, ocasionando um aumento de doenças fatais e diversos problemas relacionados a saúde. De acordo com Ban Ki-Moon, secretário geral da ONU, “A água potável é fundamental para o desenvolvimento sustentável”. Dessa forma, torna-se imperativo combatermos a insuficiência hídrica, para que o desenvolvimento saudável seja alcançado, bem como a redução das enfermidades causadas pela necessidade de se ter água potável.

Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão desse impasse, Para isso, compete ao Ministério da Educação investir na conscientização do bem e devido consumo de água, por meio de palestras educativas que deverão ser aplicadas nas escolas, para que a população ( principalmente jovens) possam ser conscientizadas sobre os impactos da escassez hídrica. Somente assim o país alcançará um modo de vida sustentável.