Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 14/04/2021
Graciliano Ramos, da Vidas Secas, descreveu a luta pela sobrevivência de Fabiano e de sua família diante da escassez de água no sertão nordestino. Além disso, o autor condena o abandono social e a exploração do ser humano em face da seca. Porém, mesmo após décadas de publicação, a falta de água ainda permeia a sociedade do século XXI. Isso vem do consumo excessivo contemporâneo, que tem causado um grande consumo de água. Portanto, o uso excessivo desse recurso [2] o faz existir por muito tempo e agrava a pobreza humana e a vulnerabilidade social.
Em primeiro plano, o conceito de água virtual se refere à quantidade total de líquido utilizado desde o ponto de produção de algo até o ponto de venda. Portanto, pode-se saber que, por exemplo, são necessários 11 mil litros de água para produzir um jeans. Portanto, percebe-se que o consumismo tem interferido diretamente na escassez de água devido aos elevados gastos com a produção de bens de consumo duráveis e não duráveis. Nesse sentido, o filósofo francês Lipovetsky acredita que a sociedade pós-moderna se organiza no consumo excessivo, ou seja, na busca da felicidade por meio do consumismo, por isso é preciso criar formas sustentáveis, não apenas Destrói apenas os recursos naturais [3]. Portanto, os sistemas de produção industrial devem ser alterados para minimizar a chance de escassez de água.
Ademais, devido a esse consumo excessivo de água, o contexto de exploração humana em Vidas Secas,[5] torna-se atemporal. Na obra, a miséria causada pela falta de água,[6] soma-se à miséria imposta pela influência social representada pela exploração dos ricos proprietários da região. Analogamente, na atualidade, essa exploração se expressa na indústria da seca. Esse termo remonta ao clientelismo, já que elites regionais manipulam a distribuição de água de acordo com o seu interesse político, comum no Nordeste. Dessa forma, a escassez hídrica em determinadas regiões negligenciadas no Brasil afeta socialmente a população.
Portanto, o governo federal [8] deve estimular o desenvolvimento econômico desse recurso. Por isso, é necessário injetar água reciclada na indústria e nas residências. As obras de infraestrutura devem ser concluídas por meio de parcerias com o Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria Municipal, para que sejam adequados o reúso, a água industrial e até o esgoto doméstico que não é adequado para o consumo, mas pode ser tratado. Portanto, além de aumentar a disponibilidade de água potável, também pode ser utilizado para resfriar equipamentos industriais e autoclismos domésticos para minimizar a aquisição de recursos naturais, principalmente em locais mal distribuídos e abandonados. Então Lipovetsky será sustentável.