Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/05/2021
As águas não são mais tantas e infindas como escrevera Pero Vaz de Caminha, em sua carta em 1500, pelo contrário, os mananciais estão, cada vez mais, degradados e sem sustentabilidade. Nesse aspecto, o homem, do século XXI, impacta negativamente no meio ambiente, como visto no filme The Lorax, haja visto a ação antrópica na floresta Amazônica, mares, rios, de forma que o ecossistema naquela região desapareça. Por conseguinte, os recursos hídricos antes abundantes, hoje são escassos, gerando instabilidade na vida da população necessitária.
Com efeito, deve-se ressaltar a negligência de medidas governamentais para combanter esse problema ambiental. Nesse sentido, a ausência de projetos estatais que visem à preservação do meio ambiente brasileiro contribui para a devastação da floresta amazônica, patrimônio humanitário, com as queimadas, além do desmatamento para criação bovina ou cultivo de grãos. Dessa forma, parte da população que mora nas regiões de baixo índice pluviométrico anual, necessita fugir da seca, como bem retrata Graciliano Ramos, em seu “Vidas Secas”. Diante dos fatos apresentandos, é imprescindível uma ação do Estado para mudar a realidade.
Nota-se, outrossim, que a desinformação ,na sociedade brasileira, no que tange ao uso consciente da água no cotidiano um grande impulsionador dessa adversidade. Nesse horizonte, é notório que a falta de conhecimento gerado pela escassez de informações sobre as consequências da utilização inadequada e exarcebarda, gera uma população ignorante, sem o mínimo cuidado de reutilização ou uso consciente. Desse modo, os manancias que antes eram ricos em água potável para o proveito da população, tornam-se quase inexistentes. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança de postura da sociedade brasileira.
Portanto, percebem-se os entraves que contribuem para a escassez de água no Brasil. Destarte, cabe ao Governo Federal aumentar a fiscalização e punição dos indivíduos que degradam o meio ambiente, por meio de criação de postos fiscalizadores em pontos estratégicos da floresta, como também ampliar a aplicabilidade das leis, no intuito de contribuir para a preservação dessa área. Ademais, cabe ao MEC - Ministério da Educação- abordar ,nas escolas e universidades, a importância do uso consciente dos recusos hídricos, mediante palestras, debates e projetos, a fim de incentivar o pensamento crítico e utilização adequada. Assim, será possível retornar a infindas águas que Pero Vaz de Caminha disse quando chegou no Brasil.