Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 20/05/2021
No filme “O menino que descobriu o vento”, uma vila no continente africano enfrenta uma grave crise hídrica que compromete a vida dos moradores e dos animais. Não distante da ficção, a possibilidade de uma imensa crise mundial pela falta de água torna-se inevitável na socieade hodierna. Isso acontece devido à ineficiência nas campanhas de conscientização dos cuidados com a água e, por conseguinte, por não haver um conhecimento bem estruturado de como poupá-la. Desse modo tal conjuntura é incabível e merece um olhar mais crítico a fim de sua dissolução.
A priori, cabe salientar que para haver uma conscientização hídrica operativa as propagandas devem ser eficazes nessa luta. O livro “Mein Kampf”, escrito pelo ditador Adolf Hittler, traz a propaganda como o instrumento de maior conversão que pode haver e prova isso durante o Nazismo da Segunda Guerra Mundial. No qual grande parte da população foi enfeitiçada por ideologias bem divulgadas. Sob esse prisma, a não-divulgação de comerciais, cartazes e projetos em escolas atingindo os públicos desde a tenra idade, corrobora para a potencial falta d’água. Haja vista que ao não orientar por meio de propagandas, elas acabam desperdiçando água e, por conseguinte, colaborando com a crise.
Ademais, vale ressaltar que para que os indivíduos saibam economizar água, é necessária uma orientação do que e como fazer. Ante o exposto, o escritor Wittgenstein, disserta: “os limites do meu conhecimento são os limites do meu mundo”. Em outras palavras, só é possível conduzir a conduta do homem baseado no que ele sabe. Desse modo, o Estado não pode deduzir que o cidadão conhece as práticas para uma economia de água adequada, pois há uma deficiência em propagandas e projetos para ensiná-los. No Reino Unido, mais de um milhão de pessoas pararam de fumar, durante a pandemia do SARS-Covid-2 em decorrência das intensas campanhas para isso, evidenciando o poder da disseminação de informações. Assim, a falta de publicidade dificulta que as pessoas sejam orientadas acerca da melhor conduta, sendo assim, motor da crise hídrica que se instaura no mundo.
Depreende-se, portanto, a necessidade da adoção de medidas para mitigar a crise de água no século XXI. Para tanto, urge que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério da Educação, promovam campanhas que visem informar sobre a crise, os perigos dela e como melhorar a conjuntura. Isso deve ser feito, por meio de palestras em escolas, cartazes em vias públicas, muitos comerciais nos canais abertos e nas redes sociais de grande alcance. Para que o público desde a tenra idade adquira a consciência de resguardar esse recurso indispensável a vida, a água. Só assim, a crise hídrica quase irreversível que acontece na vila do filme não será uma realidade mundial.