Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/06/2021

Fuga da Distopia Hídrica

O século XXI apresenta conjunturas relacionadas ao aumento populacional intenso que ocorre desde 1950, como o desmatamento, ocasionado pelo crescimento da demanda residencial e industrial. Consequentemente, há a escassez d’água, reflexo da menor vazão dos rios que provoca a diminuição do índice pluviométrico em locais como o cerrado brasileiro. Portanto, entende-se que é essencial bloquear efetivamente, por meio de políticas públicas, a destruição de matas nativas para garantir a qualidade de vida dos cidadãos.

Diante desse cenário, deve-se entender que existe ligação entre a urbanização ou ruralização de regiões florestais e a crise hídrica. Afirma-se isso pois, segundo estudos científicos, a mata ciliar, ou seja, aquela que se localiza nas margens dos cursos d’água, é responsável pela defesa do solo de erosões, mantendo as estruturas do flúmen. Assim, explicita-se a relevância da vegetação e de sua preservação com medidas governamentais.

Por conseguinte, impactos negativos da deflorestação podem afetar as chuvas de regiões altamente habitadas ao prejudicar a formação de nuvens transportadas pelas correntes de vento atmosféricas. À vista disso, no estado de São Paulo, experenciou-se em 2014 uma forte crise hídrica que resultou, devido ao uso desse recurso na produção de energia, em contratempos socioeconômicos relacionados às atividades industriais e comerciais, acarretando desemprego e perda na qualidade de vida. Dessa forma, reforça-se a necessidade de assegurar a conservação da natureza.

Logo, mostra-se crucial o cuidado com as matas nativas no combate à falta d’água. A fim de garanti-lo, o senado deve propor um projeto de lei que aumente a fiscalização do desmatamento ilegal, sobretudo de matas ciliares, mediante o uso de verbas estatais, bem como amplie a rigidez penal desse crime. Desse modo, ocorre a prevenção do problema socioambiental indiretamente causado pela superpopulação.