Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 04/06/2021
No filme “Malévola: Dona do mal”, o mundo é divido entre o reino das fadas, que tem consciência da necessidade de se ter um uso sustentável do ambiente, e o dos humanos, no qual é observado uma postura de usurpação dos recursos naturais, essas discrepâncias resulta em um contraste na quantidade de recursos dos dois reinos, o que ínsita o reino dos homens a entrar em guerra com o das fadas. Fora da ficção, no contexto atual brasileiro, os seres humanos também têm o comportamento de surripiar riquezas naturais como a água, que, a cada ano, intensifica-se sua escassez. Esse problema, cuja causa se relaciona com o desperdício, gera consequências negativas como futuras disputas.
Deve-se destacar, inicialmente, que no Brasil há uma perda desnecessária de água pela população. Isso acontece devido a grande riqueza hidrográfica brasileira que gera uma falsa ilusão no corpo social de que pode desperdiçar água, pois nunca faltará no país. Tal concepção justifica as críticas à sociedade feitas no filme Matrix, em que uns dos personagens assemelha o homem a um vírus que usufrui todos os recursos do ambiente para o bem próprio e não satisfeito com aquilo vai explorar mais lugares. Dessa forma, verifica-se que os produtores do longa-metragem não erram ao definir os seres humanos assim, haja vista, que a relação do homem com os recursos fluviais é semelhante, uma vez que quando não se pode mais retirar água de um rio, porque ela está escassa ou poluída, os indivíduos se dirigem a outros sem a consciência de ter um uso sustentável da água. Assim, perdura-se o comportamento destruidor e despreocupado do homem com a natureza.
Por conseguinte, nota-se que uma forte disputa pela água será resultado da crise hídrica no Brasil. Tal conjuntura é narrada no livro Duna de Frank Herbert, no qual o planeta Arrakis não tem nenhuma fonte de água fazendo com esse seja um recurso caro que não falta para os mais ricos, mas é motivo de guerra para população pobre. Nesse sentido, Herbert relata detalhadamente às consequências sociais de uma crise hídrica, que não se restringe a ficção cientifica, uma vez que já é realidade em alguns países do Oriente Médio e da África, onde a escassez de água mata por ano 780 mil pessoas segundo levantamentos da ONU. Portanto, é imprescindível mudanças no atual comportamento em relação ao consumo dessa riqueza natural, para que a realidade brasileira não se assemelhe a de Duna.
Logo, é essencial minimizar a escassez de água. Para isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente fiscalização do uso irregular da água, por meio do aumento de punições a empresas e agricultores que poluírem recursos fluviais – as quais devem exigir remediação dos culpados com o ambiente –, com o intuito de preservar a água, para que não seja necessárias guerras como na ficção da Disney.