Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 03/06/2021

A água age em ciclos, ela evapora, condensa na forma de chuva e retorna ao solo, com esse processo primordial se ramificando e complexificando quando tratamos da biosfera. Esses ciclos são perfeitos na natureza, a água sempre se repõe, no entanto, a crescente interferência dos humanos no meio ambiente, na forma do desmatamento, das queimadas, assim como da poluição, desregula os ciclos da água, levando a escassez de um produto essencial para todos. E isso é potencialmente catastrófico para o homem, trazendo impactos inimagináveis.

Primeiramente, depois da revolução industrial, a natureza passou a ser vista como subordinada à vontade humana. Os recursos naturais eram tratados como infindáveis , inúmeras florestas e ecossistemas foram dizimados em prol do desenvolvimento econômico e do aumento da produtividade e esses processos de dizimação da natureza, como o desmatamento e as queimadas contribuem largamente para a falta da água, a remoção da vegetação nativa causa o assoreamento dos rios, podendo fazer rios perenes secarem, além de remover um dos principais componentes do ciclo da água, que são as plantas, que por meio da absorção da água do solo e da evapotranspiração mantêm a água na superfície terrestre. Ou seja, a falta de água passa a ser, em muitos cenários, consequência de uma relação desarmônica do homem para com o meio ambiente.

Ademais, a água é um recurso indispensável para as atividades humanas. De acordo com a OMS, a Organização Mundial da Saúde, são necessários pelo menos 50 litros de água por dia, por pessoa, para garantir suas necessidades básicas. A água é fundamental para inúmeras atividades, seja para ingestão, para a higienização, assim como para algo crucial como a produção de alimentos, atividade alicerce de qualquer sociedade humana. Assim, as regiões mais afetadas por falta de água têm dificuldades econômicas maiores do que as regiões  mais abastadas fluvialmente, devido a importância desse recurso, com essa situação agravando-se exponencialmente com as mudanças climáticas.

Em suma, a água é fundamental para as atividades exercidas pelo ser humano e há um risco grave de escassez hídrica, até em regiões mais úmidas, em decorrência de ações humanas que interferem nos fenômenos naturais e por causa da importância da água, uma futura falta de água traria vários problemas para a sociedade, como a maior dificuldade na produção agrícola e a subsequente falta de alimentos. Para tentar combater isso e evitar que a falta de água torne generalizada, os governos federais deveriam, por meio de um equivalente do Ministério do Meio Ambiente, monitorar mais rigorosamente as florestas para evitar o desmatamento e as queimadas, pois essas atividades são responsáveis pela escassez hídrica.