Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 07/06/2021
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, de forma análoga às ideias da escritora francesa Simone de Beauvoir, temos a escassez da água no século XXI, já que mais escandalosa do que a questão em si, é a naturalização da mesma. Tal problemática se deve principalmente à impossibilidade de conciliação dos interesses capitalistas com a ecologia e à má utilização dos recursos hídricos.
Primeiramente, pode-se dizer que a água é um recurso de extrema importância na vida humana. No entanto, tem sido usada da maneira errada nos dias atuais, tendo em vista que, segundo o site “Embrapa”, gasta-se cerca de 15,5 mil litros de água para produzir 1 quilo de carne bovina. Dessa forma, fica evidente as consequências da má utilização da água na crise hídrica.
Ademais, é incontestável que o desmatamento tem uma relação direta com a escassez da água no século XXI. Segundo Karl Marx, “O ser humano vive da natureza. Isto significa que a natureza é seu corpo, com o qual ele precisa estar em processo contínuo para não morrer”. Na obra “Manuscritos Econômico-Filosóficos”, o pensador alemão estabelece uma relação de dependência e reciprocidade do homem com a natureza, diferentemente do sistema capitalista, o qual prioriza a maximização de lucros através da exploração de recursos naturais. Assim sendo, é notório a influencia do sistema neoliberal na falta de água.
Portanto, é possível concluir que o egoísmo do homem, agravado pela naturalização desse problema, resulta numa grave crise hídrica no mundo. Segundo o historiador Yuval Harari, “Problemas globais exigem soluções globais”, nesse âmbito, é imprescindível que ONGs não só denunciem esse desperdício de água, mas também incentivem mudanças através de campanhas mundiais, como petições ou manifestações, a fim de conscientizar a população e exigir uma mudança de comportamento do sistema.