Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 07/06/2021
“A população global triplicou no século XX mas o consumo da água aumentou sete vezes. Em 2050 quando teremos 3 bilhões de pessoas a mais, necessitaremos de 80% a mais de água somente para o uso humano; e não sabemos de onde ela virá” Tal frase foi escrita por Maude Barlow, em seu livro “Água: pacto azul (2009)”. A escritora reflete, nele, uma visão caótica sobre o futuro da nossa nação, pois põe em discussão a sobrevivência da espécie humana, sem a água é impossível ter vida. Nesse sentido, a crise hídrica que estamos passando, e passaremos ainda mais, se dá em virtude do desmatamento e do uso irracional.
Primeiramente, o desmatamento intervém muito na questão hídrica do nosso país, pois com a derrubada frequente e abundante de árvores não será possível que ocorra o fenômeno dos “rios aéreos”. Um evento que consiste em imensas nuvens de vapor de água, derivadas das árvores, que são levadas pelos ventos e precipitam em forma de chuva, quando em contato com o frio. Assim, caso nosso país continue a desmatar, as chuvas derivadas pelos rios aéreos não serão mais frequentes, como eram antigamente. Portanto, a falta desse fenômeno traria muitos problemas na agropecuária e nas reservas de água, ou seja, sem ela teremos problemas de seca e queda nos estoques alimentícios. Em segundo lugar tem o uso irracional da água, que consiste, no desperdício e a utilização em excesso. Tais fatos ocorrem por conta da despreocupação e descuidado que muitos tem perante esse assunto. Segundo a ONU, 110 litros de água são o suficiente para uma pessoa por dia, porém, segundo o ITB (Instituto Trata Brasil), o uso diário do brasileiro é de 166,3 habitante/dia, o que equivale a 51% a mais do que o necessário. Diante desses dados é possível analisar que estamos gastando mais do que devíamos, sem nenhum tipo de razão.
Em virtude dos fatos mencionados, alguns dos problemas que estão colaborando com a escassez da água são o desmatamento, que interferem no fenômeno “rio aéreo”, e o uso irracional, que seria a utilização despreocupada e descuidada da água no cotidiano. Para que haja uma melhora na situação hídrica em nosso país é necessário que tenha uma movimentação maior por parte do ministério da saúde, que consiste em vistorias severas e multas em caso de desmatamentos, elas seriam feitas por meio de tecnologias via satélite e câmeras espalhadas em áreas de florestas, assim será possível ter um monitoramento maior e mais detalhado da causa/causador da derrubada. Para melhorar o uso indevido, os órgãos privados de água terão que começar a cobrar taxas a mais pelo uso indevido da água, ou até multas, dependendo da quantidade usada, assim a população teria que agir para não precisar pagar mais do que o necessário.