Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 09/06/2021
São Tomás de Aquino acreditava que: “todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância”. No entanto, essa não é o que ocorre, já que há uma enorme desigualdade mundial em relação ao acesso à água. Por isso, torna-se necessário o debate acerca dos impactos da escassez da água. Assim, pode-se dizer que a má distribuição e água e a insuficiência legislativa são os principais responsáveis pelo quadro.
A priori, é imperioso destacar a má distribuição da água. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de cinco mil crianças morrem por dia, visto que não possuem devido acesso a água. Isso ocorre porque há conflitos econômicos e uma disputa sobre a água, em que os países desenvolvidos pagam mais pelo acesso ilimitado e os países emergentes acabam sofrendo as consequências, sem condições de obter abastecimento e muitas vezes adquirindo doenças e infecções pela inexistência de um saneamento básico. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro ao direito à vida dos indivíduos.
Outrossim, é imperativo pontuar que a saúde precária deriva da insuficiência legislativa. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar que a insuficiência legislativa não é combatida pelo Poder Público, uma vez que esse não se manifesta e negligencia o artigo 1 da Declaração dos Direitos Humanos, que se refere ao direito de todos nascerem livres e iguais com dignidade e saúde. Sendo assim, a negligencia a partir dos Estados acarretam a precariedade de sua população. Ora, se o governo não se importa com a saúde da sua nação, entende-se, assim, o porquê da continuação do imbróglio. Desse modo, faz-se mister a reformulação estrutural da aplicação de leis para que sejam cumpridas.
Depreende-se, por conseguinte, a necessidade de combate aos impactos da escassez da água. Para tanto, cabe a Organização das Nações Unidas criar projetos sociais, como campanhas voluntárias divulgadas em redes sociais, para incentivar os países desenvolvidos a doarem água potável de qualidade para países emergentes, portanto, a distribuição de água não será tão desproporcional. Além disso, o Poder Público deveria fiscalizar, por meio de denúncias e reclamações, o saneamento básico da população brasileira e também verificar a qualidade do serviço, por meio de técnicos especializados, a fim de melhorar a saúde de sua sociedade. Quiçá, assim, tal hiato reverter-se-á, sem que haja tanta desigualdade acerca desse imbróglio.