Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/07/2021

Dom Pedro II foi a primeira figura pública a discorrer acerca da transposição do Rio São Francisco. Considerando que a obra foi concluída somente durante o governo de Jair Bolsonaro (2020), percebe-se a negligência da população a respeito da distribuição justa de água. Sob essa ótica, é necessário analisar as origens da manutenção do problema hídrico, encontrados na falibilidade legislativa e na essência do ser humano.

Primordialmente, é pertinente raciocinar a respeito dos vínculos existentes entre a Carta Magna e a escassez de água. A Contituição Cidadã de 1988 garante o direito a vida, cabendo ao Estado a função de garantir os meios para tal. Apesar de a “garantia de vida” ser um conceito amplo e subjetivo, a água faz-se necessária para a sobrevivência, e conforme consta na Carta Magna, cabe ao Estado sua distribuição justa. Contudo, esse racionamento não é observado, e regiões com impactos menores na economia nacional são marginalizadas, o que provoca aumento da mortalidade por desidratação e demonstra a falibilidade legislativa.

Além disso, as raízes do homem o levam a tomar atitudes deploráveis que visam apenas seu próprio benefício, o que também contribui para a crise hídrica. De acordo com Aristóteles, “O homem é essencialmente egoísta”, o que pode ser analisado no cenário em questão, já que as regiões mais afetadas pela falta de água não são as mais ricas, e sim as mais pobres. O capitalista hodierno, conforme citou o filósofo grego, preocupa-se apenas com seus luxos e vaidades, vive com recursos em abundância e não pratica a empatia. Dessa forma, torna-se evidente o vínculo entre a falta de humanidade e a crise de abastecimento de água.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para solucionar a problemática da crise hídrica. Logo, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com economistas renomados, por meio do envio de caminhões-tanque e da mídia para regiões afastadas, devem realizar o racionamento de água para solucionar a crise observada. Além disso, a mídia realizaria a filmagem da ação para publicar nas redes sociais, como forma de conscientizar a população. Assim, os índices de desidratação diminuiriam, contribuindo para o bem-estar da população, da mesma forma que Dom Pedro II havia fantasiado em seu tempo.