Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 17/07/2021
A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante, em suas disposições, que todos os cidadãos brasileiros possuem o direito ao acesso à água potável e ao saneamento básico. No entanto, o que se percebe na realidade contemporânea é a contradição da ideia constitucional, visto que ainda é extremamente essencial amenizar os efeitos da crise hídrica no Brasil. Dessa maneira, faz-se necessário o debate em torno das questões que contribuem para a persistência da problemática, como o desperdício de água e o agronegócio.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o esbanjamento desse bem fundamental é um dos motivos que agrava a desigualdade social no país e resulta na escassez dessa fonte de consumo. Nessa perspectiva, a animação “Uma História de Amor e Fúria” retrata um cenário do futuro do Rio de Janeiro, no qual a população mais rica é a única que possui acesso a esse recurso hídrico. Diante disso, percebe-se que apesar de ser uma história fictícia, a água pode se tornar, futuramente, um bem privatizado e pode aumentar a desigualdade entre classes sociais, o que dificulta na construção de uma sociedade mais sustentável e respeitosa com a natureza. Além do mais, cabe ao governo brasileiro provomer projetos sustentáveis, com o propósito de conscientizar a população sobre a crise hídrica e a importância dessa substância química para o país.
Ademais, vale destacar que o agronegócio representa um fator alarmante no consumo desse recurso natural no Brasil. De acordo com os dados da Agência Nacional de Água (ANA), o setor agrícola gasta cerca de 70% da água tratada no território brasileiro. Nessa lógica, ao analisar a pesquisa da ANA com a escassez desse bem fundamental, vê-se que o estado é negligente com a natureza, uma vez que suas políticas públicas voltadas à preservação do meio ambiente são insuficientes e ineficazes. Outrossim, é essencial o melhoramento das metas e dos planos públicos, em virtude de promover um sistema de produção mais sustentável e mais ecológico, assim como evitar a falta de água para todos.
Tornam-se, portanto, necessárias medidas para amenizar os impactos da escassez desse recurso natural na nação. Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela natureza no território nacional, em parceria com a mídia social, por meio da utilização da internet, investir e divulgar projetos ecológicos e educacionais à população, com a finalidade de conscientizar os brasileiros sobre a importância da água para a sobrevivência das espécies desse planeta. Além disso, o governo federal deve promover meios mais sustentáveis como a agricultura familiar, a fim de amenizar os impactos do agronegócio no consumo hídrico.