Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 30/07/2021

De acordo com a filósofa Hannah Arendt, em sua obra Banalidade do Mal, uma sociedade tende a ser considerada normal como problemáticas existentes em seu corpo, devido à frequência com que acontecem. Diante disso, os preocupantes impactos da Crise da Água no Brasil, tornam-se banais e escancaram o descaso da gestão hídrica no país e, ainda, faz-se relevante analisar e determinar os lamentáveis ​​efeitos dessa escassez.

Por esse prisma, essa crise advém da decadência da gestão governamental. Nesse sentido, de acordo com o monitoramento de satélite feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (taxa Prodes), um taxa anual de desmatamento da Amazônia, saltou para mais de 11 mil quilômetros quadrados em 2020. Visto isso, percebe-se as baixíssimas ações de combate ao desmatamento e as queimadas na Amazônia e Pantanal. Dessa maneira, como a floresta Amazônica é responsável pela regularização de chuvas de várias regiões brasileiras, sem ela a escassez das mesmas comparecerão.

Ainda nesse viés, a água de qualidade é essencial a vida humana. Nesse contexto, o coordenador da área de administração da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), afirma que cerca de 114 mil milhas de rios no Brasil apresenta algum nível de hierarquia. Visto isso, muitos brasileiros vivem no perigo de contrair alguma doença transmitida pela água contaminada pela ausência de acesso adequado ao saneamento básico.

Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com os orgãos gestores dos Recursos Hídricos, deve se organizar por meio de reuniões, um fim de relacionamento para o controle, uma mediação e a fiscalização da natureza (Amazônia e Pantanal) com o gerenciamento dos corpos humanos . Além disso, as mídias sociais devem incentivar por meio de campanhas, o cuidado dos cidadãos com uma superação devolvida aos mares e rios e, ainda, fomentar o governo a dispor saneamento básico a todos. Feito isso, esse tema deixará de ser uma banalidade do mal.