Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 14/08/2021
O acesso à água potável deve ser garantida a todo cidadão, pois o recurso é essencial para suprir necessidades humanas básicas. Nesse sentido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o consumo de água potável é uma estratégia efetiva para prevenir doenças e reduzir problemas sociais como a fome. Dessa forma, a escassez de água é um sério problema de saúde pública, sendo necessário ações governamentais que incentivem o uso consciente, bem como o fornecimento igualitário em todo território brasileiro.
A princípio é importante destacar que o uso consciente da água deve ser uma ação prioritária de toda a sociedade, sendo importante priorizar ações de reaproveitamento de água da chuva para limpeza da casa, assim como da água das máquinas de lavar roupa, otimização do tempo do banho e da utilização das descargas sanitárias que são responsáveis por um perda considerável de água. Mesmo que o Brasil tenha uma boa reserva hídrica, de acordo com OMS, ainda há muito desperdício, sendo importante lembrar que a água não é um recurso infinito e ao mesmo tempo essencial para a sobrevivência.
Ademais, observa-se que os recursos hídricos não são distribuídos igualitariamente, sendo importante evidenciar o problema da seca na região nordeste que culmina na fome, ausência de agricultura de subsistência e impossibilidade de obtenção de renda decorrente da agricultura, por outro lado a região sul utiliza com abundância e, em alguns casos desperdício, água para irrigação de acordo com a Agência Nacional de Água. Logo a criação de Projeto de Integração, como o do Rio São Francisco é uma alternativa para amenizar esse problema e garantir recursos essenciais para vida digna.
Dessa maneira, cabe aos Governos Estaduais a criação da Lei do consumo hídrico consciente, para monitorar ações de desperdício e bonificar o reuso da água, por meio da redução das tarifas e redução de outros impostos incidentes sobre móveis e imóveis, para que assim possamos ter reserva de água para gerações futuras. Adicionalmente, o Governo Federal pode otimizar e priorizar a integração entre as bacias hidrográficas, para que dessa forma regiões que sofrem longas estiagens ao longo do ano possam se beneficiar e, assim reduzir problemas relacionados com a desigualdade de renda secundário a escassez hídrica.