Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/07/2021
Segundo o filósofo grego, Tales de Mileto a água era o princípio de todo o universo, a partir dela que todas as coisas eram originadas. Entretanto, na contemporaneidade a escassez das fontes de água doce pelo globo tem se mostrado como um fator agravante para o bem-estar da humanidade. Nesse sentido, evidencia-se a má distribuição desse líquido pelo mundo e o modo de produção capitalista que direcionam o corpo social para uma disputa hídrica.
Vale ressaltar, de início, que os países como a Rússia, Brasil e Canadá apresentam as maiores concentrações de água doce, em detrimento de diversos países da Europa e da África que se encontram em constante tensão pela insuficiência desse elemento. Desse modo, a Organização das Nações Unidas garante que o acesso a esse recurso é um direito de todos. Entretanto, tal emenda não vem cumprindo seu papel social, o que é claramente visto pelos dados da Agência Nacional das Águas, que mostram que 4 bilhões de indivíduos não têm acesso à um saneamento seguro e 2 bilhões a própria água potável. Dessa maneira, aumentando os índices de mortalidade infantil, desigualdade social, pobreza e doenças.
Somado a isso, destaca-se a visão neoliberal da água como um produto. Sob tal perspectiva, no documentário “Blue Gold”, mostra como esse recurso tem atraído o interesse cada vez maior das grandes empresas, uma vez que é essencial para a sobrevivência dos humanos e sua oferta na natureza vem sendo cada vez menor e mais difícil, devido à poluição, o uso inadequado e o desperdício no meio doméstico e em lavouras. Dessa forma, a busca pela privatização desse elemento vital, visando o lucro, é cada vez maior. Com efeito, acirrando as rivalidades entre as nações, encarecendo e privando o acesso à água para a população mais marginalizada, o que pode ser o motivo de uma futura guerra mundial.
Evidencia-se, portanto, os impactos da escassez de água no século XXI. Tendo em vista que, cabe ao Governo Federal, maior figura administrativa do país, garantir que no território nacional esse recurso seja efetivamente distribuído para toda a população, por meio da obrigatoriedade do uso responsável desse bem natural na agricultura, como pelas técnicas de gotejamento, além de definir a quantidade de água que deve ser direcionada para as casas, visando um uso consciente, além de obras que possam armazenar a água da chuva e direciona-la para atividades econômicas. Assim, a humanidade estará na direção de uma maior segurança hídrica.