Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 24/08/2021

Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a escassez de água no século XXI, verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolva não só devido a negligência estatal, mas também a o grande desperdício de água pelo modelo de agricultura atual.

Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais para combater a omissão estatal no Brasil. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o desleixo federal na nação verde-amarela cresce cada vez mais nesse setor, trazendo consequências como a falta de água em cidades pequenas, não chegada de água em vilarejos indígenas e principalmente a insuficiência de meios para levar água para a parte do nordeste brasileiro que é a principal área que sofre desse malefício, fazendo com que a qualidade de vida diminua imensamente.

Ademais, o gigante uso de água desnecessária na agricultura do século XXI também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a agricultura mundial consome 70% do montante de toda a água consumida no planeta. Partindo desse pressuposto, percebe-se que uma alta taxa da água mundial total e consumida na agricultura, o que muitas das vezes não é necessária e somente é desperdiçada, não sendo reaproveitada ou usada para outros fins, tornado a carência de água potável menor e insuficiente, consequentemente havendo pobreza de água para outros âmbitos, forjando com que eles fiquem cada vez mais fracos e frágeis perante esse assunto.

Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater as barreiras citadas. Assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, será revertido em auxílio, ajuda e suporte, através de projetos e instituições públicas, uma vez que elas prestarão o serviço de levar água a os locais que não tem disponibilidade e garantirão que o uso de grande porcentagem da água utilizada na agricultura seja reaproveitada, com o objetivo de democratizar o acesso a esse recurso natural e segurar com que tenha melhora no uso desse recurso na agricultura moderna. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia do Brasil prevista na teoria de Durkheim.