Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 26/08/2021

Em “Vidas secas”, o autor Graciliano Ramos retrata a vida de uma família que convive com a falta de água no sertão nordestino. Embora a obra seja do século XX, os impactos da escassez de água persistem até os dias de hoje. A escassez desse bem hídrico aflige a sociedade à medida que sua demanda e consumo aumentam, se tornando um problema imprescindível. As diferenças entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento evidenciam que a crise dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais.

De acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em 2019, menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico. Ademais, a industrialização consome ainda mais água que a urbanização e a gera demanda adicional, à medida que as pessoas ascendem na cadeia alimentícia e passam a consumir mais mantimentos. Assim, se os governos não adotarem medidas urgentes para estabilização da população e elevar a produtividade hídrica, a escassez de água em pouco tempo se transformará em falta de alimentos.

No Brasil, O Sistema Cantareira localizado no estado de São Paulo, entrou em estado de alerta no ano de 2021 sendo os baixos índices responsáveis pelo atual volume de água. Além do desperdício e poluição das águas, fatos demonstram a responsabilidade do ser humano neste problema. Gerando um processo de conscientização e controle da distribuição da água. Tal fato, evidencia ainda que a mídia se volte à localidade econômica mais desenvolvida do país, contudo a região Nordeste já convive, há anos, com a ausência de abastecimento total desse fluido.

Segundo Pitágoras “educando as crianças não será necessário castigar os homens “, mostrando a necessidade que o Ministério da Educação em conjunto com as escolas públicas e privadas invistam em palestras e projetos promovendo uma maior conscientização e economia tratando-se do uso correto da água. É necessário, parcerias entre o Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais para a construção de obras de infraestrutura na a aplicabilidade da água de reuso, a fim de minimizar a captação desse recurso na natureza, além de aumentar a disponibilidade de água potável, sobretudo nos locais em que a sua distribuição é desigual e negligenciada.