Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 26/08/2021

A abundancia da sede

No livro de Graciliano Ramos “Vidas Secas”, o autor retrata uma crítica social vivida no Nordeste brasileiro. Fora da ficção, a crítica que o autor fez é uma atualidade vivida no século XXI, já que a escassez de água é um problema mundial e é evidente que se agravará ainda mais com o passar do tempo, já que o aumento do aquecimento global, o crescimento populacional e o desperdício contribuem para a abstinência de recursos hídricos.

Segundo a ONU cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável. Nos países em desenvolvimento, esse problema está relacionado a 80% das doenças e mortes. Aproximadamente 26 territórios enfrentam a escassez crônica de água e a previsão é que em 2025 essa quantidade dobre afetando 3,5 bilhões de pessoas.

O agronegócio é responsável por 30% do PIB brasileiro e a água é a base para esse sistema econômico funcionar. Todavia, o maior desafio da agricultura na atualidade é aumentar a produção de alimentos sem que haja aumento nos impactos negativos ao meio ambiente. Além disso existe outra preocupação que caminha com o alto consumo de água: quase 50% do volume utilizado na irrigação das plantações são perdidos. Irrigações mal executadas e falta de controle na quantidade usada nas lavouras estão entre os principais motivos.

A fim de que isso mude a Organização das Nações Unidas cuja finalidade é promover a cooperação internacional deve intervir. Por meio de projetos com o objetivo de envolver todos os países, para discutirem a melhor forma para que as industrias alimentares e agropecuárias usam a água, com o objetivo de diminuir o consumo em excesso trazendo assim eco sustentabilidade e benefícios.