Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 27/08/2021

A partir início do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa no Brasil, cultiva-se a ideia de que nossos recursos naturais são infinitos, principalmente a água. Entretanto, devido ao aumento populacional, industrial e da agricultura o consumo de água aumentou disparadamente. Portanto, é evidente que no Brasil há uma má distribuição hídrica e em consequência disso, grande parte da população não tem acesso a água tratada e vivem sem esgoto.

Preliminarmente, é conveniente afirmar que o planeta Terra é formado por aproximadamente 70% de água. De acordo com dados da ONU, mais de 2 bilhões de pessoas vivem em países que passam por estresse hídrico, ou seja, quando a demanda por água é maior do que a disponibilidade e capacidade de renovação em determinado local. Logo, torna-se evidente como o Estado distribui de forma equivocada esse bem tão precioso e essencial para todos.

Além disso, o filósofo Tales de Mileto afirma que ‘‘a água é o princípio de todas as coisas’’. Sendo assim, as análises mostram que a maioria dos meses entre 2012 e 2015 foram mais secos do que a média histórica no leste do Brasil. As informações foram retiradas do satélite Grace (sigla em inglês para Experimento de Recuperação de Gravidade e Clima), que investiga mudanças no campo gravitacional terrestre desde 2012 e mostrou que a parte mais populosa do país, sudeste, perde cerca de 56 trilhões de litros de água por ano.

Diante dos impactos da escassez de água apresentados, é imprescíndivel que o Governo Federal proponha uma campanha juntamente com o Ministério das Comunicações, a partir da qual serão ensinadas medidas de administração e de reutilização da água, com a finalidade de conscientizar a população acerca das medidas adequadas de uso e da finitude desse bem. Posto isso, será superado os impactos da escassez de água recorrente no século XXI.