Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 26/08/2021

A obra modernista Vidas Secas, de Graciliano Ramos, aborda sobre uma família nordestina que foje da seca no século XIX. Já no século XXI, a escassez de água é uma realidade persistente não só no Nordeste mas em todo o território brasileiro, devido ao vasto consumo por parte da agricultura e ao desperdício, que gera efeitos adversos à população.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que a agropecuária é o setor que mais consome e desperdiça água no Brasil, chegando a quase 70%, sendo grande parte jogado fora. Entre os principais motivos desse desperdício estão irrigações mal-executadas e falta de controle do agricultor na quantidade usada em lavouras e no processamento dos produtos. Os impactos recaem sobre o ecossistema, já que lençóis freáticos e rios informados com a falta de chuvas e correm o risco de secar ao longo dos anos.

Ademais, é fundamental apontar que uma amortecimento da parte do desperdício acontece no transporte da água até o consumidor, o que é resultado de tubulações públicas velhas ou danificadas e obras mal realizadas. Segundo uma reportagem da Folha de São Paulo, uma capital paulista e sua região metropolitana desperdiçam o equivalente a quatro vezes o volume hídrico poupado. Portanto, além de investir em novas formas de captação de água, é necessário diminuir esse grande fluxo perdido de água, principalmente com a renovação dos dutos de transporte.

Logo, cabe ao Governo Federal estimular a economia do recurso com implantações de água de reuso em indústrias e residências, por meio de parcerias com o Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais, para a construção de obras de infraestrutura para a aplicabilidade da água de reuso. Ademais, compete ao Ministério do Meio Ambiente medididas que visam aliviar o grande consumo hídrico na agropecuária, por meio de parceria com os agricultores, devem criar projetos tecnológicos que visam a melhor forma de aproveitamento desse recurso em suas plantações, tendo em vista assim o desperdício mínimo para corroborar na preservação.