Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 26/08/2021
Graciliano Ramos, em Vidas Secas, retrata a luta pelas sobrevivências de Fabiano e sua família diante da falta de água no sertão nordestino. Além disso, o autor denuncia o descaso social ea exploração humana perante a seca. Todavia, mesmo após décadas da publicação dessa obra, o cenário de escassez hídrica ainda permeia a sociedade do século XXI. Isso provém do hiperconsumo contemporâneo que é responsável por significativo gasto de água. Dessa forma, o uso excesso de recurso perpetua a sua falta e contribui para a situação de miséria e fragilidade social do homem.
O conceito de água virtual referência-se ao total do líquido líquido desde o início da produção de algo, até chegar ao ponto de venda. Desse modo, é possível saber que, por exemplo, para produzir uma calça jeans são calça calça 11 mil litros de água. Assim, percebe-se que o consumismo interfere diretamente para um escassez hídrica devido ao elevado gasto na produção de bens de consumo duráveis e não duráveis. Nesse sentido, o filósofo francês Lipovetsky defende que uma sociedade pós-moderna é organizada no hiperconsumo, isto é, a busca pela felicidade por meio do consumismo, sendo preciso, então, criar formas de sustentabilidade e não apenas destruir os recursos naturais. Logo, são necessárias mudanças no sistema produtivo industrial para minimizar as chances de falta de água.
Cabe ao Governo Federal, portanto, estimular a economia desse recurso. Para tanto, deve-se implantar a água de reuso nas indústrias e residências. Isso deve ser feito por meio de parcerias do Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais para a obras de infraestrutura para a aplicabilidade da água de reuso, água proveniente de indústrias e até do esgoto doméstico, necessáriopria para consumo mas que construção pode ser tratada. Assim, pode ser usada na refrigeração de equipamentos nas indústrias e em descargas de vaso sanitário nas residências, a fim de minimizar a captação desse recurso na natureza, além de aumentar a disponibilidade de água potável, sobretudo nos locais que a sua distribuição é desigual e negligenciada. Haverá, então, a sustentabilidade.