Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 26/08/2021

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à segurança hídrica como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal privilégio não tem se repetido com ênfase na prática quando se observa os impactos da escassez da água no século XXI. Deste modo, dificulta-se a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de água potável atualmente, no século XXI. Nesse sentido, acaba faltando água para pessoas mais necessitadas e com isso traz as consequências da saúde. Essa situação, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a saúde, como se disse anteriormente, como impulsionador da piora da vida diária, como por exemplo, a imunidade fica baixa quando não se bebe água, assim contraindo várias doenças ao mesmo tempo. Segundo a OMS, é avaliado que são necessários, por dia, entre 50 a 100 litros de água por pessoa, para assegurar a satisfação das necessidades mais básicas e a minimização dos problemas de saúde. Diante de tal exposto, pela falta de água, as pessoas começam a ficar desesperadas e acabam fazendo besteiras, como roubar água dos outros. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Constata-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é necessário que a Organização da Segurança e Saúde intervenha por meio de ações positivas, como adicionar fontes de água em diferentes regiões, a fim de ajudar justamente o povo necessitado. Paralelamente, é imperativo que o povo também faça sua parte e peguem suas águas de forma organizada e o suficiente para se viver bem. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e positiva, aonde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.