Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 26/08/2021
Observando o cenário no século XXI, debate-se muito que vivemos em um mundo em que a água se torna um desafio cada vez maior. No Brasil, por exemplo, a escassez é uma realidade devido ao vasto consumo por parte da agricultura e ao desperdício. Nota-se que a escassez no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis.
De acordo com os números mencionados pela ONU - Organização das Nações Unidas - fica claro que controlar o uso da água significa deter poder, pois muitas diferenças foram registradas entre os países desenvolvidos e os que estão em desenvolvimento, logo podemos dizer que a crise mundial está ligada também a desigualdade social. Observando o cenário nos países do continente africano, onde a media por consumo é de dez a quinze litros/pessoa, já em Nova York há um consumo que um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia. Por conta disso, segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável.
Ao contrário do que se pensa o consumo pessoal não é o maior causador dessa escassez. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico, enquanto há esse gaste exagerado 35% da população mundial não têm acesso a água tratada, diante desses dados, temos a triste constatação de que dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água.
Infere-se, portanto, que mudanças são necessárias, o primeiro passo é eliminar os subsídios da água que incentivam a ineficiência. Os produtores agrícolas devem, então, investir em novas técnicas de irrigação, como a de gotejamento. É o governo deve conscientizar toda sua população (principalmente nos países desenvolvidos) sobre as causas e consequências que o consumo exagerado traz sobre o mundo.