Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 27/08/2021

O filme pós- apocalíptico “Mad Max: a estrada da fúria” relata a estória de um ditador que obtém domínio de todo um povo controlando a água e o petróleo que ainda restam no mundo, após uma guerra pela escassez de recursos naturais. Consoante com a cinematografia, no atual século XXI, discute-se sobre os impactos da escassez de água no mundo e no Brasil, resultantes em conflitos e má distribuição de recursos.

Nessa pespectiva, convém enfatizar que, segundo a ONU (Organização das Nacões Unidas), nos últimos 50 anos ocorreram 507 situações internacionais de litígio ou conflito relacionado a água. Exemplo dessa situação é o conflito entre a Palestina e Israel pelo rio Jordão, que foi responsável por diversas divergências, entre elas a guerra dos seis dias, em 1967, e a elaboração do relatório “Água, Segurança e Paz”, pela ONU, que busca elaborar um modelo de proposta que una dez países que integram a bacia do Nilo, para aliviar os conflitos hídricos na região.

No que tange à má distribuição de recursos e desperdícios, no Brasil, o maior responsável pelo uso desmoderado de água é a agricultura, maior fonte de economia do país. Segundo a ANA (Agência Nacional das Águas), a cada 100 litros de água consumidas, 72 são reservadoss à agricultura e que, se não solucionado o problema de gasto excessivo e perdas por evaporação, o país poderá vivenciar uma crise hídrica similar a que houve em São Paulo em 2004.

Dessarte, para que os impactos na escassez de água no século XXI sejam minimizados, faz-se necessária ações pelos governos. Para reduzir o demasiado consumo consumo de água na agricultura faz-se preciso a busca por métodos inovadores de irrigação por parte dos agricultores, como a irrigação por gotejamento, que utiliza uma quantidade mínima de água e pode economizar até 50% do consumo utilizado contemporâneamente. Esse modelo de agricultura 4.0 deve ser promovido pelo ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aliado ao ministério da economia, objetivando a melhor gestão de recursos naturais, menores riscos de crise hídrica que prejudique a população e a fauna e flora, e melhores condições de vida para novas gerações.