Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 26/08/2021
No filme “O Menino que Descobriu o Vento”, criado por Willliam Kamkwanba e Bryan Mealer, é retratada a vida de Will, um jovem de 13 anos que tem como sonho estudar. No entanto, devido à dificuldade financeira vivida pela família e uma longa época de seca, ele se vê obrigado a ajudar a família na plantação degradada pela seca extrema. Vendo na criatividade uma forma de ajudar sua família, Will cria um moinho de vento capaz de bombear água a plantação, e consegue assim a renda da família. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada em “O Menino que Descobriu o Vento”, pode ser comparada a escassez de água enraizada, associada à falta de políticas públicas, ligadas ao consumo exagerado e inconsciente nas indústrias e domicílios.
A princípio, é importante ressaltar que a Primeira Revolução Industrial trouxe além de avanços e tecnológicos e científicos, a contaminação em massa das fontes hídricas, acarretando diversas condições sanitárias precárias e inadequadas. Outro ponto importante de citar, é que a escassez é resultado de uma insuficiência estatal associada a um mau planejamento de fontes alternativas, uma vez que a fonte de energia de maior renda no Brasil são as hidrelétricas, tendo em operação 739 centrais. Segundo dados divulgados pelo Jornal Globo, 38% de todo volume de água tratada no país é desperdiçada.
Nesse contexto, vale salientar que a falta de água é um problema enraizado e persistente na sociedade brasileira, principalmente no interior. Devido a uma utilização exacerbada no âmbito domestico, junto ao uso incorreto na indústria metalúrgica e na agricultura, o tratamento e a redistribuição é falha, o que promove assim a escassez decorrente de anos de ausência de politicas pública.
Portanto, para mitigar tal problemática, o Governo Federal junto ao Estadual e Municipal, deve em parceria a plataformas de comunicação como Instagram e Google, criar campanhas eficazes que incentivem a utilização consciente da água nos domicílios, a fim de reduzir o desperdício e os racionamentos. Além disso, o Ministério da Cidadania deve por meio de um projeto de lei que será encaminhado a Câmara dos Deputados, criar uma proposta que prevê a fiscalização das indústrias metalúrgicas, para controlar o uso e o desperdício de água nessas instituições, visando evitar um futuro problema relacionado ao uso incorreto desse elemento. Por fim, o Ministério Público Federal, como agente fornecedor de direitos mínimos, deve garantir que toda a população tenha acesso a água potável, uma vez que isso é um direito previsto na Constituição Federal de 1988. Dessa forma, somente com tais implementos, a escassez de água poderá ser considerada uma mazela passada no Brasil.