Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do Brasil, prevê em seu sexto artigo o direito a infraestrutura, o que inclui disponibilizar saneamento básico de qualidade, além de manter a constante entrega de água, o que garante a todo cidadão o cumprimento deste serviço social tão prioritário. Entretanto, tal narrativa se mostra uma inverdade quando se coloca em prática as políticas públicas na Democratização do acesso a água potável entre as diferentes regiões no Brasil, que vem apresentando uma queda em sua eficiência, o que dificulta a universalização deste direito social tão prioritário. Dessa forma, é imprescindível a análise que favorece os fatores deste quadro.
Em primeiro lugar, é válido destacar a responsabilidade governamental em meio ao descaso vivido pelos habitantes. Assim, é possível visualizar as consequências de tal administração, com cenários em que certos estados possuíssem uma porcentagem de acesso a água inferior a 30%, segundo dados da UNICEF, Fundos das Nações Unidas Para Infância, em contraste a isto, áreas rurais destinadas a exportação, consomem mais de 70% da água potável disponível nos países. Isto influencia diretamente na qualidade de vida do país, o que causa um efeito de apreensão na população e acaba por afetar outros direitos propostos pelo Estado. Este conjunto de ações, faz quebra direta do “contrato social” proposto por John Lock, já que o indivíduo, ao realizar sua parte do acordo, não recebe de volta a assistência e amparo estatal, o que infelizmente, evidencia a má administração de políticas sociais na disposição de direitos sociais básicos.
Entretanto, não é somente no uso de água que essa desregularização piora o cenário, o antro econômico também é bastante afetado. As grandes indústrias consomem boa parte da energia elétrica, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética, cerca de 38% da eletricidade no pais é destinado ao setor industrial, esta necessidade da produção das hidrelétricas acaba por influenciar o rendimento monetário, que em casos mais drásticos, pode resultar em demissões e reduções de salários. Este cenário, evidencia a situação alarmante diante da escassez de água , assim, fica claro que é inadmissível a continuidade deste estado.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater estes obstáculos. Para isto, é necessário que o Meio Ambiente, faça maiores investimentos nas políticas públicas, e dessa forma, evitar que tal escassez seja tão acentuada. Isto será realizado com o auxílio do dinheiro recolhido de impostos, e tem como finalidade diminuir os índices de falta de água, e por consequência, aprimorar a vivência em capitais e áreas rurais. Assim, se formará um sociedade onde o estado desempenha corretamente seu papel como cuidador, uma forma de estado mais alinhada ao contrato idealizado por John Lock.