Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
Conforme Émile Durkheim, sociólogo francês, os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Seguindo esse raciocínio, observa-se que um ambiente em crise, rompe toda a harmonia social, uma vez que um sistema corrompido não favorece o progresso coletivo. É notório que no Brasil a escassez de água é retratada com descaso, conquanto na prática se observam impactos ocasionados por essa carência. Diante dessa perspectiva, faz-se pertinente a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, é importante destacar que, em função do mundo capitalista, a população está cada vez mais exposta a depredação do meio ambiente, alimentados pelas empresas, com o consumo de bens duráveis e não duráveis, que por sua vez, influência no consumismo exagerado, o que resulta no uso hídrico excessivo para as produções. Segundo Simone de Beauvoir, socióloga francesa, “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, o que infelizmente é evidente no século XXI.
Por conseguinte, de acordo com o relatório de Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil da Agência Nacional de Águas, as industriais consomem 7% da vazão consumida no Brasil. Ademais, com essa superabundância, ocorre a redução de terras agricultáveis, o que, por sua vez, impacta diretamente na diminuição da oferta de alimentos e aumento do preço Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de amenizar esses impactos. Para isso, urge que o governo realize fiscalizações periódicas nas empresas, conferindo se não estão extrapolando com o consumo de água. Paralelamente, é imperativo que o Ministério da Educação e Cultura crie, por intermédio de recursos governamentais, campanhas nas redes sociais, exaltando a importância da preservação, alertando as consequência do desperdício. Somente assim, consolidar-se-á uma sociedade menos patológica, tal como afirma Émile Durkheim.