Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 29/08/2021

Se aplica às águas o art.255 da Constituição Federal de 1988, a qual evidênvia que as águas não passarão a ter uma proteção especial, garantindo um meio ambiente equilibrado. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos da escassez da água no século XXI. Ademais, com os riscos da escassez de água circundando nosso futuro, a cada temporada em que o volume de chuva diminui, é preciso conhecer e colocar e prática ações que ajudam a reduzir esses riscos.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais na distribuição correta e no abastecimento com volume adequado da água. Nesse sentido, é fundamental  apontar o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, que representa em sua obra aexploração social em detrimento da falta de água, no qual famílias participam do êxodo rural do nordeste em busca de melhor qualidade de vida, porém muitas pessoas morrem no caminho por falta de água e por conta do extremo calor devido às mudanças climáticas que acabam com o regime de chuvas, também chamadas de “El Ninõ”. Essa conjuntura segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura´se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos disfrutem os direitos indispenáveis, como a segurança hídrica e o acesso à água tratada, o que infelizmente não é sempre evidenciado.

Diante de tal exposto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. Depreende-se portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o governo pressione e subsidie empresas responsáveis pela produção de nergia e pela agropecuária, que demandam grande quantidade de água para seu desenvolvimento, a fim de que desenvolvam pesquisas e utilizem técnicas que façam com que a água seja utilizada em menor quantidade e de forma consciente. Paralelamente, é imperarivo que a população passe a aderir em sua moradia e em seu dia a dia, a “água de reuso”, que é o reaproveitamento das águas residuais, ajudando na racionalizaçao da água. Assim, o Estado desempenha corretamente e positivamnete seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.